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Auto-ajuda - Controle e Domínio do Pensamento
CONTROLE DO PENSAMENTO
Deixar seus pensamentos vagar sempre para onde ele quiser e
não conseguir sequer alguns minutos de concentração é um
grande bloqueio para aqueles que buscam a magia.
Para ter sucesso em qualquer ato mágico é preciso ter sua
concentração e sua imaginação extremamente "afiada", se sua
mente vagar diante de algum ato mágico, você pode botar tudo a
perder.
A baixo segue um texto simples e básico de como começar a
controlar seus pensamentos e não o contrário.
Boa Leitura!!!
Disciplina do Pensamento, Domínio do Pensamento
Sente-se confortavelmente numa cadeira ou deite-se num divã.
Relaxe todo o corpo, feche os olhos durante cinco minutos e
observe o curso dos pensamentos que você tenta fixar. No
início irá perceber que uma grande quantidade desses
pensamentos precipitar-se-ão em sua mente, na sua maioria
pensamentos relativos a coisas e situações do dia-a-dia, às
suas atividades profissionais, suas preocupações em geral.
Imagine-se na posição de um observador silencioso, totalmente
livre e independente. Conforme o estado de ânimo e a situação
em que você se encontrar no momento, esse exercício será mais
ou menos difícil de realizar. Não se trata de perder o curso
do pensamento ou de esquecê-lo, mas de acompanhá-lo com
atenção. Devemos sobretudo evitar pegar no sono durante o
exercício. Ao nos sentirmos cansados, devemos interromper o
exercício imediatamente e adiá-lo para uma outra ocasião,
quando então assumiremos o compromisso de não nos deixarmos
dominar pelo cansaço. Para não perder o seu tempo precioso, os
indianos, por exemplo, borrifaram ou esfregam água fria no
rosto e no peito, e assim conseguem permanecer despertos.
Algumas respirações profundas antes do exercício também
eliminam e previnem o cansaço e a sonolência. Com o tempo, o
aprendiz descobrirá por si mesmo essas e outras pequenas
medidas auxiliares. Esse exercício de controle de pensamento
deverá ser feito de manhã e de noite, e a cada dias do seu
tempo deverá ser prolongado em um minuto, para que em uma
semana possamos acompanhar e controlar o curso de nossos
pensamentos por no máximo dez minutos sem nos dispersamos.
Esse período de tempo foi determinado para o homem mediano,
comum. Quem achá-lo insuficiente pode prolongá-lo de acordo
com a própria avaliação. De qualquer modo deve-se avançar com
prudência, pois não há motivos para pressa; em cada pessoa o
desenvolvimento ocorre de forma bastante individual. Mas não
se deve de jeito nenhum seguir adiante antes de dominar o
exercício anterior. O aprendiz atencioso perceberá como
inicialmente os pensamentos irão sobressaltá-lo, passando por
sua mente em grande velocidade e dificultando a sua captação.
Mas de um exercício a outro ele constatará que o caos inicial
irá desaparecendo aos poucos e eles ficarão mais ordenados,
até que só uns poucos surgirão na sua mente como que vindos de
muito longe. Devemos dedicar a máxima atenção a esse trabalho
de controle do pensamento, pois ele é extremamente importante
para a evolução mágica, o que mais tarde se evidenciará por si
mesmo. Pressupondo-se que o exercício em questão foi
suficientemente elaborado e que todos já conseguem dominar a
sua prática, podemos prosseguir com mais uma instrução mental.
Já aprendemos a controlar nossos pensamentos. O exercício
seguinte consiste em não permitir que pensamentos insistentes
e indesejados aflorem em nossas mentes. Por exemplo, ao
retornarmos à nossa vida privada e familiar, devemos estar em
condições de evitar as preocupações ligadas ao nosso trabalho
profissional. Todos os pensamentos que não pertencem à nossa
vida privada devem ser desligados, e devemos imediatamente nos
transformar em outras pessoas. E vice-versa, na nossa
atividade profissional devemos direcionar nossos pensamentos
exclusivamente ao trabalho e não permitir que se desviem para
outros locais, como o ambiente doméstico ou privativo, ou
qualquer outro. Isso deve ser exercitado até transformar-se
num hábito. Devemos sobretudo habituar-nos a executar nossas
tarefas, no trabalho ou na vida privada, com a máxima
consciência, sem levar em conta o fato de se tratar de algo
grande, importante, ou de uma coisa insignificante, pequena.
Esse exercício deve ser cultivado ao longo de toda vida, pois
aguça a mente e fortaleça a memória e a consciência. Depois de
obtermos uma certa prática na execução desse exercício,
podemos passar ao próximo, que consiste em fixar uma única
idéia por um certo período de tempo, e reprimir com firmeza
outros pensamentos que vêm se ajustar a ela na mente, com
violentos sobressaltos. Escolha um pensamento ou uma idéia
qualquer de sua preferência, ou então uma imagem. Fixe-a com
toda a força, e rejeite energicamente todos os outros
pensamentos não tenham nada a ver com os do exercício. No
início, você só conseguirá fazer isso por alguns segundos, e
posteriormente, por alguns minutos. Você tem que conseguir
fixar um único pensamento e acompanhá-lo por no mínimo dez
minutos seguidos. Se for bem sucedido em seu intento, estará
maduro para mais um exercício, que consistirá no aprendizado
do esvaziamento total da mente. Deite-se confortavelmente num
sofá ou numa cama, ou então sobre uma cadeira reclinável, e
relaxe o corpo inteiro. Feche os olhos. Rejeite energicamente
todos os pensamentos emergentes. Em sua mente não deve haver
nada, somente o vazio total. Fixe esse estado de vazio total,
sem desviar ou se distrair. No início você só conseguirá
manter isso durante alguns segundos, mas exercitando-se
constantemente conseguirá um melhor desempenho. O objetivo do
exercício será alcançado quando você conseguir manter-se nesse
estado durante dez minutos completos, sem se distrair ou
adormecer. Seus sucessos, fracassos, tempo de duração dos
exercícios e eventuais perturbações deverão ser anotados
cuidadosamente num diário mágico. Esse diário servirá para o
controle pessoal de sua escalada. Quando mais consciencioso
você for na consecução dos exercícios aqui descritos, tanto
melhor será a sua assimilação dos restantes.
Elabore um plano preciso de trabalho para a semana entrante ou
para o dia seguinte. E principalmente, cultive a autocrítica.
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